Choveu naquele dia, sabe...
Não muito, só o suficiente para fazer as pessoas correrem.
Bem... Não nós.
Ele havia me ligado. Depois de um ano. Um ano cheio de sorrisos, choros e corações partidos. Depois de um ano... Quando o tempo havia começado a agir, a ferida começado a fechar.
A gente caminhou devagar... Conheci mais ele naquela tarde que em todo e qualquer tempo que tenhamos passado juntos. Conversamos sobre tantas coisas... Como se o ultimo ano não tivesse passado, e a gente nunca tivesse se afastado.
Em meio as conversas e palavras perdidas sem sentido eu suspirei e ocasionalmente perguntei qual era o maior plano da vida dele. Ele sorriu, pareceu pensar por um segundo e então disse: Ser feliz porque... Porque o resto dá pra a gente resolver sozinho.
Não sei dizer pelo que mais me apaixonei naquele momento. Se foi pela chuva que caia, pelo olhar profundo que ele me lançava, se foi pela vagareza com a qual ele caminhava como se nunca quisesse chegar no fim daquele encontro, ou se foi porque ele pareceu se importar tão pouco com aquelas coisas levianas de todo mundo. "Ser feliz, porque o resto a gente ajeita" pode ter parecido algo idiota. Mas percebi que aquilo separava ele do resto do mundo.
Sei que uma garota percebe três segundos antes do garoto tentar que ele a pretende beijar. E esses três segundos são suficientes para fazê-la agir sobre o que quer. Virar o rosto ou esperar ansiosamente. Mas as vezes simplesmente ficam entre o querer e o não querer, sentem um frio na barriga, querem correr, e desesperadamente ficar também. Não tive tempo de nada disso, depois que ele encostou os lábios nos meus lembro de pensar que não havia nada no mundo que eu queria mais que aquele beijo, do que estar com ele. Ele se entregou tanto pra mim naquele beijo... Senti ele tão meu e fui tão dele.
Com a gente tudo era leve, nada combinado, eramos nós mesmos, sem regras, sem cobranças. Perto um do outro éramos pássaros. Nos sentíamos livres e capazes de realizar qualquer coisa. Nunca me senti tão próxima de alguém e ao mesmo tempo tão longe. Porque eu sabia... Sabia que aquela tarde tinha hora marcada pra terminar.
Com a gente tudo era leve, nada combinado, eramos nós mesmos, sem regras, sem cobranças. Perto um do outro éramos pássaros. Nos sentíamos livres e capazes de realizar qualquer coisa. Nunca me senti tão próxima de alguém e ao mesmo tempo tão longe. Porque eu sabia... Sabia que aquela tarde tinha hora marcada pra terminar.
Mas sabe quando a gente quer tanto uma coisa que mesmo sabendo que é errado, que aquilo vai partir seu coração, a única coisa que você consegue desejar profundamente é agarrar aquela coisa?
Eu queria tê-lo agarrado para que nunca fosse, para que aquela tarde no parque nunca acabasse. Mas acabou que acabou. Ele teve que ir, exatamente como há um ano.
Ele não sumiu, não. Se acorrentou a alguém, por medo ou egoismo barato. Pensei em desamor, mas descartei quando ele me ligou doente e disse que sentia minha falta. Se um homem soubesse o grau de ansiedade e saudade que causa numa mulher o dizer "sinto sua falta" facilmente poderiam quebrar mais corações por ai...
Mas o fato é que ele estava sempre tão perto, mas parecia estar do outro lado do oceano. Eu queria correr e cuidar dele, mas existia outro alguém.
Não sei o que há quando um garoto parte um coração. Parece que ele faz questão de aparecer de vez em quando só pra checar o estrago que causou.
Se é amor?
Eu acho que nunca vou saber responder a isso de verdade.
Eu acho que nunca vou saber responder a isso de verdade.
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4 Response to Pela memória daquela tarde, eu acho que... te amo?
Acho que simplesmente amei, mais do que isso, acho que você estava lá quando tudo aconteceu. Foi exatamente assim, na mais simplicidade que há. Penso que de todos os belos textos escritos por você esse foi o que mais amei, o que mais me encantei e o que sorrir lendo a todo tempo. E tudo isso, porque parece dizer algo de mim, pra mim.
Saiba que aquilo que é dito por você é mais do que simples e meras palavras. Da sua boca sai um turbilhão de sentimentos e sensações. Continue assim, pois ainda conquistará a muitos com aquilo que diz e escreve.
Uma coisa que sempre digo é que a vida tem certos truques que ela mesma desconhece, enquanto o destino sempre é convicto em suas certezas.
Sou desse tipo, que se ama alguém, o guarda longe. Não por desafeto ou por falta de tempo, nem por pensar na opinião alheia. Faço isso por medo. Medo de deixar de amar, medo de deixar de sentir aquele friozinho gostoso que dá quando a gente se encontra, medo da rotina, do cansaço, das brigas, dos antigos amores, do ciúme, da inveja... Pois sou fraca, e admito. Fraca demais pra viver à dois.
Talvez ele me entenda perfeitamente... Talvez seja como eu...
Mas se é isso, bem minha cara, nunca saberemos, não é?!
Parece que a única coisa que prevalece em todo caso é a dúvida. Se ele também a ama, se vai continuar tão bom como agora, se vai melhorar, piorar, se tem realmente futuro. Dúvidas, dúvidas, dúvidas... Sempre dúvidas. Eu acho que, pelo menos uma vez na vida, com toda a inocência que um ser humano pode ter, poderíamos apenas ir mesmo sem ter certeza de nada, pra ver o que acontece.
Nossa, adorei o texto... Dúvida, amor....
http://in-acreditaveis.blogspot.com.br/
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